A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 21/07/2018
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma perceptível demonstração de xenofobia foi o ódio e aversão que os alemães disseminavam a grupos, como, por exemplo, Judeus e homossexuais; foram a causa de milhares de mortes na época. A partir disso, nota-se, que a xenofobia não é um problema hodierno. Apesar de ser considerada crime no Brasil, os casos de agressão resultantes de atitudes xenofóbicas cresceram de forma assustadora; o que é lamentável para um país a qual é conhecido por aceitar e respeitar outras culturas e religiões.
Segundo Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando uma pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Seguindo essa linha de raciocínio, ninguém nasce xenofóbico, as pessoas se tornam.
No que tange à questão jurídica, apesar da xenofobia ser considerada um crime no Brasil, a impunidade da maioria dos casos levou a um aumento considerável desse tipo de crime, haja vista que, conforme pesquisas realizadas pela Carta Capital, houve um acréscimo de 288 casos de 2014 a 2015. Fato que chama a atenção das autoridades e da Secretaria dos Direitos Humanos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo a filosofa Hellen Keller: “O resultado mais sublime da educação é a tolerância.” Dessa forma, o Ministério da Educação, junto com professores e psicólogos, poderia realizar palestras nas escolas, para os alunos, a fim de desconstruir preconceitos existente contra as culturas diferentes e ressaltar a tolerância aos grupos mais atingidos como imigrantes, por exemplo. Posteriormente, os meios de comunicação, deveria criar propagandas para a população em geral com o objetivo de diminuir os casos de preconceito e xenofobia. Por fim, o Ministério da Justiça deveria julgar os casos desse tipo de crime com mais eficiência, além de aplicar sanções mais severas para minimizar agressões geradas por tal contexto. Talvez assim, o Brasil possa ter uma sociedade em que o respeito e a tolerância seja uma realidade presente.