A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 10/09/2018

A Segunda Guerra Mundial foi marcada pelo genocídio em massa de povos que não fizessem parte da chamada “raça ariana”, na Alemanha nazista. O episódio personifica os ideais xenofóbicos, fomentados, sobretudo, pelo sentimento de superioridade e pensamento ufanista, os quais, no Brasil, assumiram forma durante a ditadura militar e perduram na atual conjuntura do país

A existência do artigo 5° da Constituição Federal, que garante igualdade entre brasileiros e estrangeiros, bem como a lei n° 9459/97, a qual qualifica a xenofobia como crime, não desconfigura o preconceito no contexto brasileiro. Os discursos de ódio, com pretexto de estar defendendo o país de ameaças à identidade ou aos direitos individuais, corroboram para ações radicais, como por exemplo, o episódio da Marcha Anti-Imigração, um protesto contra a aprovação da Lei da Migração. A resultante desses impasses é o crescimento, de quase 8 vezes, dos casos de denúncias de xenofobia registradas em um ano, que saltaram de 45 para 333, segundo a Secretária Especial de Direitos Humanos.

Ademais, os mesmo dados expõem que as vítimas do crime têm cor, etnia e religião específica: aproximadamente 26% desses são haitianos e 15% árabes ou muçulmanos. Observa-se, portanto,

(SE COUBER, DESENVOLVER MAIS SOBRE EUROCENTRISMO. Dados segundo paragrafo). Em suma,