A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 24/07/2018

Durante a Segunda guerra mundial, Adolf Hittler, ditador alemão, proferia discurso de ódio contra os judeus, por teoricamente dominarem o comércio da Alemanha e serem culpados pela crise econômica que assolava o país, gerando um sentimento xenofóbico. Atualmente, o Brasil tem sofrido o mesmo impasse, que foi perceptível quando brasileiros atearam fogo em dormitório venezuelano, população que fugia de uma guerra civil em seu país. Dessa forma, percebe-se que a violência contra o diferente e a exclusão do mesmo são um problema.

O medo do desconhecido sempre fez com que os xenófobos usassem da violência - física ou moral - para demonstrarem sua indignação contra os estrangeiros, alegando que eles roubam seus empregos e são culpados pela crise econômica do país. Entretanto, essa atitude é inadequada, visto que segundo o filósofo italiano Benedetto Croce, “A violência não é força, mas franqueza, nem nunca poderá ser criadora de alguma coisa, apenas destruidora”.

Não só a violência mas também o discurso de ódio proferido por nações, como os Estados Unidos, influenciam no modo de agir da população, tornando-a agressiva e contra os que chegam em seu país, fazendo com que estes sejam marginalizados e excluídos da sociedade.

Destarte, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Dessa forma, para amenizar a violência e a exclusão xenofóbica, o Poder Judiciário do Brasil, deve criar penas mais severas para os que praticam tal ato, como a detenção por uma maior quantidade de tempo, a fim de diminuir as ações agressivas contra os estrangeiros. Além disso, o MEC - Ministério da educação e cultura - juntamente com o Governo Federal, devem oferecer um curso educativo, ministrado por psicólogos e representantes de grupos de refugiados. para os professores das redes pública e privada, com a finalidade de ensinarem aos alunos a importância de se combater a xenofobia.