A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 27/07/2018
Conforme a lei da inércia, segunda lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue sobre ele e mude seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que ao analisar a questão da xenofobia na contemporaneidade, fatores como a fraca mentalidade da população e a ineficácia das leis vigentes no país funcionam de forma análoga as leis de Newton, contribuindo para a permanência do estado inerte, sendo assim, é necessário medidas que atuem e mudem essa problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que o preconceito por parte da sociedade é o principal paradigma da discriminação. Isto é, o grande número de pessoas de raças, crenças e culturas diferentes que vivem no Brasil sofrem discriminação diariamente, uma vez que, a segregação é provocada através de insultos e agressões por pessoas, que consoante ao pensamento de Zygmunt Bauman e sua teoria da modernidade líquida, consideradas egocêntricas e individualistas. Tal fato é comprovado a partir das dificuldades encontradas na procura de empregos, visto que, a maioria dos empregadores ofertam trabalhos pesados, alta carga horária e baixos salários. Desse modo, o resultado disso é um país cada vez mais isolado e segregacionista.
Além disso, é importante destacar os impactos causados e desafios a serem superados pela ineficiência das leis brasileiras. Isso ocorre, pois não há uma fiscalização adequada, os órgãos com este propósito dependem das denúncias realizadas, e nesse sentido a população se torna passiva e são poucos que efetivam tal ação, as leis vigentes são brandas, atrasadas e não colocadas em prática, dessa maneira, poucos são punidos e com isso aumenta-se o descontrole contra a xenofobia. De acordo com o periódico, Huffpost, a xenofobia cresceu mais de 600% e nem 1% dos casos chegaram à Justiça, por consequência disso, é incapaz transformar a realidade desse problema brasileiro.
Diante dos fatos supracitados, é evidente que a questão do xenofobismo precisa ser revisada para melhorar os vínculos no tecido social, por isso, cabe aos meios midiáticos e às escolas, divulgar informações acerca do problema e incentivar o amplo diálogo no seio familiar, a partir de campanhas publicitárias e palestras nas escolas, como as histórias de estrangeiros que sofreram intolerância e violência no país, cuja finalidade é comover e conscientizar a população da necessidade de aceitação das diferenças. Como também, é dever do Supremo Tribunal Federal, regulamentar e agravar as punições, por meio de medidas favoráveis a longas penas sem direito a fianças, a fim de diminuir o grande número de impunidades e resolver o problema. Dessa forma, as medidas propostas apresentam forças suficientes para mudar o percurso da problemática.