A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 31/07/2018

A constituição federal de 1988, documento jurídico do país, prevê, de acordo com o artigo 5, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém, tal claúsula não tem-se evidenciado com ênfase na prática, uma vez que o preconceito acompanhado do sentimento de superioridade, corrobora na melhoria de inúmeros obstáculos para a xenofobia.

De primeira análise, deve-se observar que a discriminação e a superioridade do homem advém de raízes históricas há séculos. Confirmação disso, são os relatos do holocausto, onde houve-se a propagação do extermínio em massa por Adolf Hitler, decorrente do ódio pela raça judia. Cosoante a isso, Rousseau descreve bem essa ideia quando diz que o homem nasce bom mas a sociedade o corrompe, em razão das existências das mazelas criadas pela sociedade.

Outro assim, cosoante à lei newtoniana da inércia, um corpo tende a permanecer em repouso até que uma força atue sobre ele. Nesse contexto, até que se derrube a intolerância e se explicite aos indivíduos e ao poder governamental a importância de discutir-se a temática em diversos âmbitos sociais, o problema permanecerá inerte. Atitude essa que vai ao encontro do pensamento de Immanuel Kant: " a atitude humana deve ser motivada para beneficiar a sociedade, e não ser movida pelo interesse".

Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver esse impasse. Dessa forma, o ministério da justiça, junto ao governo e ao movimento em prol de imigrantes e refugiados, deveria, além de promover, a conscientização por meio de palestras, o patrimônio intelectual e cultural dos refugiados e como esse arcabouço beneficia o Brasil, tornando o País mais multilíngue e diverso, afim de agregar mais conhecimento aos indivíduos. No mais, a difusão do respeito poderia ser evidenciada através de “outdoors” informativos, que poderiam ser espalhados por diversos lugares. Pois, assim a legislação será alcançada com vigor e a inércia exposta sairá do seu repouso.