A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 03/08/2018

Em 1500, os portugueses colonizaram o Brasil, onde habitavam os índios nativos e 30 anos depois traficaram negros para a escravização. Destarte, percebe-se que a formação miscigenada do país não trava o impasse da xenofobia que cresce progressivamente ao longo das décadas. Portanto, é preciso ser discutido os fatores socioculturais e econômicos que contribuem para esse aumento.

É primordial ressaltar que, a falta de empatia com o desconhecido é um dos principais imbróglios. Comprova-se isso por meio da agressão sofrida por um refugiado sírio em 2017, no Rio de Janeiro, onde foi ameaçado por um homem que gritava “saia do meu país”. Ademais, é possível perceber a xenofobia dentro de um mesmo local, como é visto também no Brasil pelos nordestinos que são taxados como uma sub-raça, sofrendo cotidianamente inferiorizações em diversos estados. Essa aversão ao que se difere vem muita das vezes por medo de serem trocados em seus empregos por exemplo. Porém, pode se perceber como as diferenças contribuem para o enriquecimento da cultura.

Deve-se abordar ainda, que o avanço da tecnologia possibilitou a movimentação de mercadorias e capitais. Uma prova disso está na enorme exportação tupiniquim de soja para outros territórios e a grande importação de aparelhos eletrônicos. Em vista disso, percebe-se que não há obstáculos em relação a deslocação econômica porém, a vinda e a permanência de indivíduos no Brasil ainda é um desafio. Refugiados ao chegarem ao Brasil vivem em condições precárias e são diversas as situações análogas ao trabalho escravos na região norte do país.

Torna-se evidente, portanto, que ainda são muitos os problemas enfrentados em relação a xenofobia. Para que isso mude, cabe o contingente demográfico mudar sua percepção e a forma de tratamento da população que se difere da sua, de modo que seja possível garantir seu bem-estar. Outrossim, o Governo deve fiscalizar as leis que garantem os direitos básicos como, saúde, mobilidade e cidadania para que desse modo, seja possível criar uma cultura de respeito e proteção aos imigrantes, diferente da promovida desde 1500