A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 18/08/2018

O sociólogo T.H Marshall identificou que os direitos civis, sociais e políticos formam a sociedade moderna. Entretanto, o preconceito contra estrangeiros no Brasil rompe com esses direitos, representando um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas desse impasse em nossos dias.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do impasse. Conforme Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a xenofobia vai de encontro com essa harmonia, haja vista que, embora esteja previsto na constituição a lei que pune toda forma de preconceito, como o preconceito de cor e etnia, observa-se que, na sociedade brasileira, a aplicação da lei é falha, assim, promove a segregação social. Resultado disso: muitas pessoas são, de fato, recrutadas para um ambiente de desrespeito e intolerância.

Vale também ressaltar que, segundo Max Weber, as ações sociais têm valores tradicionais, portanto, muitas vezes, pessoas que estão em contato com grupos sociais que utilizam do discurso de ódio para externar ofensas e preconceito aos estrangeiros tendem a seguir a mesma linha de pensamento. À vista disso, é interessante destacar que muitos indivíduos são alienados e não adquirem senso crítico para distinguir até que ponto a xenofobia prejudica uma sociedade como um todo. Desse modo, pesquisar sobre os direitos dos estrangeiros é fundamental para amenizar esse impasse.

É indispensável, portanto, a adoção de medidas capazes de solucionar a questão da aversão ao estrangeiro no Brasil. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio das escolas, aumentar a carga horária dos alunos dentro da sala de aula, um plano que relacione a xenofobia com os problemas que ela traz para sociedade. O primeiro passo seria colocar o problema nos livros didáticos e fazer palestras com os próprios estrangeiros, para o assunto ser devidamente estudado e, assim, aumentar a criticidade dos jovens. Desse modo, teremos um país em que as futuras gerações respeitem os direitos de todos os cidadãos.