A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 04/09/2018
Na Grécia antiga, o termo metecos dizia respeito aos estrangeiros da época, estes que por sua vez, eram segregados socialmente dos demais cidadãos gregos. Atualmente, a vida daqueles que não nasceram no país onde habitam é melhor, mas não totalmente diferenciada dos povos que, no passado, sofreram discriminação devido à sua origem.
Albert Einstein, renomado cientista contemporâneo afirma que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Em decorrência da persistente intolerância contra outro habitantes sul-americanos, principalmente argentinos e colombianos, é perceptível a veracidade da sentença do físico. Ainda assim, seja pela rivalidade no futebol seja por um passado conturbado, a intolerância é ainda presente contra os nativos dos países vizinhos do Brasil.
Embora haja um significante número de agressões de xenófobos brasileiros a não-brasileiros, a quantidade de injúrias feitas contra pessoas da mesma cidadania, mas de regiões diferentes, vêm crescendo. O estereótipo relacionado à nordestinos esta sendo o fator de vários crimes no Brasil, fazendo esse povo ser classificado como preguiçoso e, ironicamente, como ignorante. Outrossim, a ridicularização do sotaque deles é comum no cotidiano da população, como as muitas vezes em que a comédia usa o típico linguajar baiano como forma de chacota.
Portanto, vê-se a necessidade de uma intervenção enquanto a xenofobia existente nas terras brasileiras. Inicialmente, a mídia deveria desconstruir a ideia negativa sobre os estrangeiros e, principalmente, sobre os nordestinos. Ademais, o governo deve tornar público, também com a ajuda da mídia jornalística, os processos bem sucedidos contra opressores, estimulando, assim, as denuncias por assédios morais de origens xenófobas.