A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 05/09/2018
O celeuma sobre a xenofobia no Brasil vem hodiernamente tomando espaço na sociedade. Consoante observava o ensaísta francês Joseph Joubert, o objetivo da argumentação, ou da discussão, não deve ser a vitória, e sim o progresso das ideias. Portanto, é substancialmente importante uma analise acerca desse transtorno cotidiano para se obter soluções eficazes e peremptórias.
É bem verdade que no Brasil há vários relatos de xenofobia. Esta, no entanto, é praticada majoritariamente contra habitantes das regiões norte e nordeste ou emigrantes. Esse tipo de aversão, no território nacional, muitas vezes é fundamentada na ideia de que os emigrantes podem inchar o contingente populacional e acabar “roubando” emprego e moradia dos conterrâneos, ligado ao pensamento de que os nordestinos juntos aos nortista são desprovidos de inteligencia se comparados com os sulista, e que contribuem para o lento progresso do país.
Por outro viés, ainda é possível notar que o problema vai muito além disso. Essa postura fica em evidência na atualidade em virtude da crise emigratória que está ocorrendo na Europa e Estado unidos devido às guerras constantes guerras do Oriente Médio. Com isso, uma parte dos brasileiros ficam em alerta e com medo de que isso possa eventualmente ocorrer no país. Este fato junto ao desprezo por cidadãos de regiões mais pobres do país, resulta na manutenção desses preconceitos e faz com que ele se enraíze na sociedade, além de dificultar o combate e o possível fim para esse problema.
Sendo assim, é necessário que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie projetos educacionais nas escolas, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre os professores e alunos. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico do preconceito contra habitantes de regiões diferentes e, posteriormente, amenização do problema.