A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 26/10/2018
Desde a Idade Antiga existem registros de casos de discriminação dirigidas à pessoas de outras origens e culturas, como por exemplo, no Império Romano onde todos os povos que viviam além das fronteiras eram chamados de bárbaros e associados à pessoas não civilizadas, violentas e primitivas. Atualmente, fatos como esse são facilmente identificados no Brasil, e evidenciam a necessidade do combate à xenofobia no país.
O Brasil, apesar de ser um país extremamente miscigenado e repleto de influências culturais de diversas partes do mundo, apresenta um crescente número de casos de xenofobia. Em Janeiro de 2018 a Secretaria Especial de Direitos Humanos constatou que houve um crescimento de 633% das denúncias de xenofobia em comparação com 2014. Segundo o site Politize, a xenofobia no Brasil afeta principalmente os imigrantes africanos, haitianos e venezuelanos. Tais fatos têm se tornado ainda mais evidentes devido ao grande fluxo migratório da Venezuela ao Brasil, que acirrou a tensão entre venezuelanos e brasileiros, e trouxe à tona diversos casos de violência contra os imigrantes.
Contudo, esse problema está longe de ser solucionado, visto que sustenta-se em questões estruturais da sociedade, como no racismo e no etnocentrismo. Fato que comprova tal afirmação, é a diferença no tratamento dado ao imigrante europeu, que teve sua cultura respeitada e muitas vezes incorporada à cultura brasileira. Além disso, outros impasses aparecem no combate à xenofobia, como falsos esteriótipos, e a susposta ameaça econômica representada pelo imigrantes.
Portanto, medidas são necessárias para lidar com essa questão. O poder legislativo deve propor e aprovar leis de integração e proteção ao imigrante, além de enrijecer as leis que punam casos de xenofobia. O governo federal deve investir e ampliar o atendimento dos Centros de Referência e Atendimento para Imigrantes, e o MEC junto ao Ministério dos Direitos Humanos deve propor campanhas de conscientização e combate à xenofobia.