A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 23/10/2018
No atual cenário brasileiro, a xenofobia vem aumentando de uma forma considerável, tal fato, evidência o quanto ainda é preconceituoso. Devido a diversas crises que andam ocorrendo, a quantidade de refugiados teve um grande aumento, trazendo a tona uma realidade quase esquecida, o etnocentrismo.
O medo do diferente é algo comum, porém se torna preocupante quando tal converte-se à uma aversão, que pode gerar uma visão pejorativa sobre uma cultura, língua ou a um povo. Refugiados são pessoas que tiveram que sair dos seus países, por questões superiores a elas, e assim as colocando em uma situação de fragilidade; o que se espera da população do país receptor, no caso o Brasil, é que tenham essa condição em mente, e sejam o mais acolhedores possíveis, entretanto, tais populações estão criando uma resistência, no qual acabam diminuindo a cultura e os costumes dos refugiados, colocando-os em um patamar inferior, em razão de suas origens.
Os casos de xenofobia tiveram um aumento no Brasil, exemplos disso, é a questão dos venezuelanos, no qual a população da cidade de Pacaraima-RR, expulsou os refugiados cantando o hino nacional, atitude que evidenciou um nacionalismo beirando o etnocentrismo. Há também o aumento de grupos de extrema direita, que entre diversos argumentos -todos com uma base argumentativa muito frágil- alegam que tais imigrantes enfraquecem a economia e “roubariam’ o lugar de brasileiros em vagas de trabalho, porém desconsideram que a maioria desses imigrantes entram no Brasil de forma ilegal, e por isso acabam aceitando trabalhar em condições precárias e sem qualquer direito assegurado pelo governo, trabalho esses que a maioria dos brasileiros nem cogitam como opção de ofício.
Em suma, atitudes cabíveis, serio o melhor posicionamento do governo, no qual em parceria com as grandes mídias, promoveria campanhas de inclusão dos refugiados, por meio de programas televisivos e de rádios, evidenciariam que os imigrantes ajudariam a economia do Brasil, ainda mais se estivessem trabalhando, e por meio de distribuição de cartilhas evidenciariam a real situação da Venezuela, e a importância da assistência dos países próximos, pregando uma igualdade entre nacionalidades e etnias.