A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Fundado por Anton Drexler em 1920, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como Partido Nazista, foi o precursor da maior demonstração de xenofobia humana já registrada, causando a morte de mais de 5 milhões de judeus. Mesmo com amplo registro nos livros de história, o holocausto alemão, parece não servir de parâmetro para que a história não se repita, já que são corriqueiros os casos de tal atrocidade nos dias atuais. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores de tal postura negligente da sociedade.
Por ser um dos países mais miscigenados do mundo seria racional acreditar que o Brasil não demonstrasse tal revés, contudo, o oposto se apresenta. Pôde-se acompanhar recentemente no principal jornal da Rede Globo de Televisão, Jornal Nacional, o impasse dos venezuelanos expulsos do país aos gritos e xingamentos, isso simplesmente devido a sua situação de não brasilidade. Nesse sentido, é notória a necessidade de uma reformulação na forma na qual os estrangeiros são visualizados.
Faz-se mister, ainda, salientar que a ausência de matérias que tratem o tema nas escolas é um grave impulsionador do problema. É possível sintetizar tudo que até aqui foi explanado através da fala de Immanuel Kant, que diz: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Em vista disso, é evidente a necessidade de uma remodelação no sistema de ensino.
Portanto, medidas se fazem necessárias para resolver o transtorno. O Governo Federal, mais precisamente o Ministério da Educação, deve implementar na grade de ensino das escolas públicas e particulares, matérias que abordem o tema de forma objetiva e clara, buscando assim conscientizar as crianças desde cedo, já que serão elas os adultos do amanhã. Só assim, por meio da educação, será possível garantir, não somente a alteridade, como também o relativismo social.