A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 16/02/2019
Era muito comum, durante a Grécia Antiga, que imigrantes não fossem considerados cidadães gregos e nem possuíssem direitos que eram comuns aos nascidos na sociedade grega. Por outro lado, visando assegurar direitos inalienáveis partilhado a todos os indivíduos do mundo, no ano de 2017, foi redigida a Lei de Imigração assegurando tais direitos, entretanto ainda é possível visualizar na sociedade brasileira uma aversão ao imigrante, refugiado e, esporadicamente, entre sujeitos do próprio país ocasionado atos de humilhação e violência denotando então, a gradativa e velada xenofobia no Brasil.
No que diz respeito a xenofobia dentro do Brasil, por mais que historicamente haja uma miscigenação cultural no país pela larga imigração de europeus durante o Brasil Colonial, entre as regiões que compõem a pátria há uma certa hostilidade podendo citar as áreas do Sul e Nordeste do Brasil. No filme nacional ‘Que horas ela volta?’ evidencia as marcas xenófobas do Brasil vividas pela personagem principal, vulgo nordestina pouco alfabetizada que migra para o Sul em busca de emprego e consequentemente segregada por sua condição social e de instrução mais baixa além de ser sustentada pela aversão ao sangue nordestino.
‘‘Não sou grego, nem ateniense. Sou um cidadão do mundo’’. As palavras do filósofo Sócrates consolida o direito global de ir e vir das indivíduos, porém desde o atentado terrorista do 11 de Setembro aos Estados Unidos, atenuou-se a desconfiança dos cidadãos para com os imigrantes principalmente aqueles de religião islâmica a partir da relação generalizada da religião com atentados terroristas. O Brasil em associação aos seres provindos de outras nações demonstra sua intolerância de forma disfarçada, em reflexo disto, ao citar-se de acordo com a Polícia Federal o crescimento de 160% nas taxas de imigração no país entre os anos de 2006 a 2015 ainda é possível explicitar a ocultação da xenofobia brasileira pelos dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos entre os mesmo anos citados de que apenas 1% dos casos de xenofobia são denunciados no Brasil.
Portanto, afirmando a necessidade de debater-se sobre a xenofobia na sociedade brasileira, é preciso que a sociedade brasileira mobilize-se visando conscientização acerca da cultura do próximo a partir de debates com imigrante sobre diferenças no modo de vida e etnia, buscando conhecer o meio cultural e religioso em que vive o imigrante como também é imprescindível a participação dos Ministérios da Cultura e da Educação difundir recebimento harmonioso dos imigrantes iniciando politicas públicas que proporcionem palestras e discussões sobre formas de identidade cultural evidenciando a histórica simbiose do Brasil. É importante idem que o Poder Legislativo aprimore as leis criando projetos de leis que punam atos de xenofobia com o intuito de prover um país justo e coeso.