A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Xenofobia: Labirinto do Retrocesso

No século XX, ocorreu na Europa o genocídio de cerca de 6 milhões de pessoas, agregado pelo Partido Nazista contra diferentes grupos étnicos e sociais, esse fato ficou conhecido como Holocausto. Diante disso, esse princípio de segregação realça a xenofobia que, apresenta sua máxima evidência na intolerância e na alienação, uma vez que, no Brasil, os registros sempre comprovam essa aversão.

Quando alguém deixa seu país de origem pelo pretexto do contexto econômico: crises e guerras ou por que decidiu buscar uma condição melhor em outro lugar, não significa que ela traz consigo seus problemas de berço. Por conseguinte, em 2013, médicos cubanos foram chamados de “escravos” por colegas de profissão de território brasileiro, dando ênfase a uma ponta da repressão sofrida por eles. Logo, a saída dos cubanos do programa governamental brasileiro Mais Médicos, em 2018, deixa dúvidas se a situação de criticidade profissional será amenizada pelos nativos, não obstante alertando assim a intolerância da população.

Ademais, ao acreditar somente no que é nos fornecido sem precisão estamos vulneráveis a manter um comportamento que faz outras pessoas se sentirem culpadas por, na maioria das vezes, não ter o privilégio de se deslocar para outro lugar, visto que, os empregos destinados a imigrantes não interferem nas vagas dos oriundos. Em síntese, a datar da década de 50, pessoas migravam do nordeste ao centro - oeste para ajudar na construção de Brasília em troca de moradia, porém, depois de pronta elas foram deportadas. Consequentemente salientando que o ultranacionalismo é o executor da alienação.

Portanto, indubitavelmente, o Estado precisa tomar providências para amenização desse quadro. Desse modo, instituições de cunho imigratório, como o ACNUR e o CDHIC devem promover, juntamente com o MEC, palestras para pais e alunos nas escolas sobre a importância da desconstrução do preconceito, com representantes imigrantes e por meio de verbas governamentais a promoção de campanhas publicitárias que incentivam o acolhimento. Com exatidão, somente assim o ser humano não repetirá o passado do século XX  e garantir que no século XXI todo cidadão vai ter condições justas de inclusão diante dos esforços necessários de sobrevivência.