A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 31/03/2019

Na Idade Antiga, os estrangeiros, denominados bárbaros, eram repudiados e submissos à hegemonia da cultura romana. No Brasil atual, apesar da Constituição Federal de 1988 assegurar direitos a essa população, a xenofobia ainda é uma realidade no meio social. Nesse contexto, vê-se que isso é reflexo da negligência governamental e da presença de estigmas errôneos. Com efeito, é de extrema importância a adoção de medidas para combater tal impasse.

Quando o sociólogo Émile Durkheim afirma que as anomalias sociais ocorrem devido a insuficiência das ações reguladoras, evidencia uma das causas dos atos de intolerância contra imigrantes na nação brasileira. Sob isso, nota-se que, no Brasil, há ausência de políticas judiciais que garantam, efetivamente, respeito e direitos civis a esse grupo, fator que, infelizmente, fomenta a impunidade criminal.

Ademais, de acordo com o portal de notícias G1, casos xenofóbicos  no Brasil aumentaram significamente nas últimas décadas. Isso confirma a permanência da cultura etnocêntrica, a qual coloca determinadas raças em posição superior, o que gera aversão e ignorância humana entre povos de diferentes nacionalidades. Desse modo, é inadmissível que, em um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o repúdio intercontinental permaneça.

Portanto, é relevante que o Estado tome providências para amenizar essa questão. Para garantir na prática a dignidade humana dos imigrantes, urge que o Ministério da Segurança, em parceria com o Ministério Público, construa, por meio de verbas governamentais, delegacias especializadas ao suporte às vítimas, punindo, consequentemente, qualquer ato de preconceito. Além disso, instituições de ensino devem lançar campanhas de tolerância à diversidade mundial, com palestras e aulas de sociologia. Somente assim, será possível construir uma sociedade tolerante e com aspectos distintos da Antiguidade.