A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 30/03/2019
Na formação histórico-cultural do Brasil, ocorreram diversas contribuições por parte do estrangeiro para a nossa formação. Infelizmente, grande parcela da sociedade não reconhece esse fato, e isso é evidenciado pelo xenofobismo brasileiro, que acontece não só por causa da educação eurocêntrica, como também pela ineficácia do Poder Executivo.
A princípio, o currículo escolar nacional é extremamente europeizado, no qual forma indivíduos, cada vez mais, indiferentes e preconceituosos em relação ao estrangeiro. Dessa forma, certos temas, como o Oriente e afrodescendentes, são pouco analisados em sala de aula. Por conseguinte, o cidadão é distanciado da diversidade étnico-cultural, que acarreta uma sociedade violenta, pois como já dizia Emile Durkheim: “O homem, mais do que formador da sociedade, é produto dela.”
Ademais, os altos índices de xenofobismo estão conectados com o despreparo do Poder Executivo. De certo, o Legislativo assegura que a discriminação ao adventício é crime, todavia não existe uma sincronia com o Executivo. Dessa maneira, isso é evidente pela ausência de penas rígidas e delegacias especializadas no tema, a fim de tornar o nosso país mais seguro. Por conseguinte, os refugiados são os que mais sofrem e têm o seu direito de asilo, que é também um direito humano segundo o sociólogo Habermas, negligenciado.
É evidente, portanto, que esse impasse é a chaga brasileira, que precisa ser extinta. É necessário que o Ministério da Educação crie um novo currículo escolar, por meio de uma lei, mais diverso no âmbito cultural, para que os cidadãos tenham mais conhecimento de mundo e que não discriminem o que é diferente. Além disso, é primordial que no âmbito Executivo, crie disque-denúncias e delegacias que tratem os casos de xenofobismo com seriedade, por meio de projetos políticos aliados à ONG´s, para tornar o Brasil mais isônomo e receptivo.