A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 08/04/2019
No contexto social brasileiro,apesar do recente avanço legislativo,como a Lei 9.459,no sentido de de tornar o País um ambiente mais receptivo aos expatriados,têm sido claramente insatisfatórias as discussões relativas aos inúmeros refugiados que buscam aqui condições seguras de vida depois da fuga de seus países de origem,os quais geralmente apresentam condições de vida notoriamente insalubres,regimes de governos totalitários ou até constantes conflitos.Esse panorama dramático exige uma maior expressividade de ações nos âmbitos político e social,com o objetivo de acolher,com dignidade,esses refugiados.
Com efeito,no tocante ao poder público,a despeito da aprovação,em 1997,da Lei Lei 9.459,a qual tipifica “crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”,é notório que as ações governamentais destinadas a desfazer o sentimento de repulsa contra tais indivíduos ou a abrigar satisfatoriamente os refugiados se têm mostrado insuficientes,uma vez que não se verifica uma postura midiática incisiva do Governo em esclarecer para a população que o acolhimento aos expatriados é uma ação necessária,que deveria compor a agenda de qualquer nação civilizada,por se tratar da maior crise humanitária desde a Segunda Guerra mundial.
Nessa perspectiva leniente com a xenofobia,vêm sendo comuns no Brasil atos truculentos contra imigrantes,conforme se pôde verificar,a título de ilustração,em 2018,em Pacaraima,na fronteira de Roraima com a Venezuela,quando venezuelanos tiveram um acampamento destruído e incendiado por brasileiros insatisfeitos com esses estrangeiros.
Desse modo,a fim de pôr em prática o que preconiza a nova Lei de Migração e de contribuir para a dignidade de refugiados que buscam recomeçar a vida no Brasil,compete ao Governo brasileiro assumir uma conduta de protagonismo no cenário diplomático internacional,mediante a intensificação de informes educativos.Outrossim,urge que mais escolas,universidades e setores da imprensa intensifiquem debates sociais.