A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 26/03/2019

Durante a Segunda Guerra Mundial, ocorrida em meados do século XX, o Nazismo, expandido pela Alemanha, discursava ódio àqueles de origem judaica, uma vez que esses eram considerados impuros pela raça ariana. Tal perspectiva ainda é presente na sociedade atual. Isso porque a questão da xenofobia no Brasil ainda é um percalço que desintegra a democracia. Desse modo, ações que corroboram essa prática devem ser combatidas.

Em primeira análise, cabe pontuar que a parcialidade da mídia é uma das causas que colaboram para generalização de uma cultura como violenta. Um exemplo disso é o islamismo, que, devido aos fundamentalistas religiosos – aqueles que arriscam a vida pela sua fé – a sociedade, muitas vezes, cria o estereótipo de que todos que pertencem ao islã são “homens bombas”. Isso é comprovado com o ataque terrorista ocorrido em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América, o qual destruiu as torres gêmeas. Dessa maneira, a sociedade passa a praticar a aversão aos estrangeiros, à medida que a mídia, geralmente, transmite uma falsa idealização sobre os povos islâmicos. Consoante ao filósofo Michel Foucault, em sua obra “História da Loucura”, o corpo social estigmatiza as diferenças dos outros, ora por ser deficiente ora por ser estrangeiro e os segregam, como ocorrem com os islãs, a islamofobia.

Ademais, convém ressaltar que as escolas, não raro, são ineficientes no que se refere ao ensino do respeito às diferenças. Isso, aliado à falta de informação e à educação dos pais, muitas vezes, precária, cria um ambiente favorável para a prática de xenofobia. Nessa situação, de acordo com a filósofa Helen Keller: “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Dessa forma, é evidente que o ensino é uma das principais ferramentas para quebrar estereótipos da sociedade. Outrossim, embora tipificado como crime, na Lei nº 9.459 de 1997, a xenofobia resultou, conforme divulgado oficialmente pelo portal Globo, no aumento de 630% no número de denúncias no ano de 2015. Isso mostra que a impunidade tem permitido a violação dos direitos dos estrangeiros na sociedade brasileira.

Diante dos fatos supracitados, não há dúvidas de que ainda há entraves no que concerne à questão da xenofobia no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, financiado pelo governo, instruir os cidadãos com cartilhas que abordem a origem de cada etnia imigrante no país. Essa medida pode ser viabilizada por meio de postagens em redes sociais e campanhas nas escolas, juntamente com ONGS que defendem a causa imigrante, a fim de diminuir a estigmatização contra os estrangeiros e assegurar os direitos constituídos em lei. Também, cabe ao Ministério de Segurança Pública, ser mais eficaz na punição de xenofóbicos. Isso pode ser feito por meio de contratações de novos agentes, com intuito de fortalecer as leis e aumentar o temor dos não cumpridores e, consequentemente diminuir o número de denúncias.