A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 16/05/2019

Conflitos. Catástrofes. Fome. Desemprego. Isso contribuiu para que eclodissem, nos últimos anos, movimentos migratórios para o Brasil. No entanto, a chegada desses povos gerou enorme insatisfação em uma parcela da população, ocasionando um crescimento dos atos xenofóbicos. O medo de perder espaço para os imigrantes e a intolerância corroboram para a proliferação dessa prática.

No primeiro trimestre de 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve uma aumento de 1,2 milhões de desempregados em comparação com 2018. Com o aumento do desemprego e a chegada expressiva de imigrantes, fez com que gerasse uma insegurança, fazendo com que eles sejam culpabilizados pela situação em que o país se encontra.

Além disso, os atos xenofóbicos não estão presentes somente contra imigrantes. Termos como “Cabeça-chata”, “Preguiçosos”, são usados por muitos, em grande parte nas regiões Sul e Sudeste, para designar cearenses e baianos, respectivamente. Confirmado que esses atos estão presente no cotidiano dos brasileiros, principalmente dos nordestinos que sofrem pelos discursos de ódio, como foi o caso das eleições presidenciais, em 2018, em foram taxados de “burros”, nas redes sociais, por não escolherem o presidente eleito no primeiro turno.

Torna-se evidente, portanto, que o medo e a intolerância são problemáticas que devem ser combatidos. Por isso, o Governo Federal deve mostrar a importância da imigração para o país, com campanhas publicitária em parceria com redes televisivas e jornais, para que a sociedade fique bem informada e não culpe os imigrantes de suas mazelas. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com as secretarias de educação, deve implementar, na grade curricular das escolas, debates acerca do respeito as outras regiões do país e suas contribuições para o crescimento da nação, a fim de fazer uma sociedade menos intolerante e preconceituosa.