A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 27/03/2019
Na Grécia Antiga, os estrangeiros eram proibidos de participarem da política, com isso não eram vistos como cidadãos. Essa mentalidade xenofóbica continua se manisfestando na sociedade contemporânea por meio da violência e discursos de ódio. Desse modo, o sensacionalismo e as generalizações realizadas pela mídia, criam um ambiente hostil para os imigrantes.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que o crescimento da xenofobia é consequência de um projeto midiático. Desde os ataques terroristas ocorridos nos Estados Unidos, em setembro de 2001, os noticiários ocidentais iniciaram um processo de associação do terrorismo aos imigrantes. Com isso, os imigrantes tornaram-se o inimigo a ser combatido e por conseguinte, a violência e os ataques contra esses grupos cresceram nos últimos anos. Como exemplo, temos a repressão sofrida no Brasil pelos médicos cubanos que foram mandados de volta para o seu país de origem.
Outrossim, as redes sociais tornaram-se uma ferramento de disseminação da xenofobia. Visto que a imprensa culpabilizou os imigrantes pelos terroristas, o ódio logo se disseminou para os indivíduos nos quais utilizam as redes sociais como meio de disseminação de discursos hostis. Como pode ser visto na inteligência artificial criada pela empresa Google que aprenderia com as pessoas e após 24 horas já digitava discursos nazistas e antissemitas. Como consequência, atos como o ocorrido na mesquita da Nova Zelândia em que dois homens mataram mais de 50 muçulmanos, vistos como imigrantes, tornam-se recorrentes.
Torna-se evidente, portanto, que a xenofobia deve ser combatida e não disseminada. Desse modo, o Ministério da Educação deve realizar em escolas de ensino fundamental e médio com o auxílio de psicólogos e profissionais da área, palestras para os alunos e país, que informem sobre a gravidade dessa temática, para que desconstrua qualquer preconceito relacionado aos imigrantes. De modo que, estes sejam reconhecidos como verdadeiros cidadãos.