A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

Historicamente, a migração geográfica foi uma ferramenta para a expansão biológica, cultural e ocupacional do indivíduo. Contudo, em pleno século XXI, é perceptível a misantropia territorial devido, principalmente, à cultura, religião, ideologia ou situação sociopolítica em que um país se apresenta. Dessa forma, a xenofobia é vigente nos mais diversos países, inclusive, no Brasil.

Em primeiro plano, pode-se verificar o aumento significativo de casos xenofóbicos no Brasil, contabilizando mais de 300 entre 2014 e 2015, segundo a Secretária Especial de Direitos Humanos. Embora tais atos já sejam criminalizados no país, a perspectiva de melhora se apresenta longínqua caso ações individuais em prol do combate à xenofobia não sejam colocadas em prática.

Paralelo a esse aumento, é visível o crescimento do número de refugiados em migração no mundo, inclusive, no Brasil. Tais imigrantes são os principais alvos de ondas de ataques xenofóbicos por causa de sua religião, cultura e, até mesmo, situação sociopolítica de seu país de origem. O preconceito é constante contra esses que, em muitos casos, buscam satisfazer apenas as necessidades básicas, como a alimentação, o vestuário e habitação de qualidade, direitos que já lhe são assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Infere-se, portanto, que a intervenção estatal diante dessa realidade se torna necessária. Dessa forma, urge que devem ser executadas políticas públicas em prol o combate aos casos xenofóbicos, como o aumento de campanhas para a conscientização de que o espaço geográfico residido não desmoraliza o indivíduo. Além disso, a intensificação de execução das leis já em vigor para torná-las ainda mais eficazes contra tais tipos de discriminações, como ações que visem um julgamento mais severo dos envolvidos em atos preconceituosos desse âmbito. Dessa maneira, pode-se superar o percentual crescente de crimes xenofóbicos e combatê-los de forma eficiente no Brasil.