A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra /Tinha uma pedra no meio do caminho”. Conforme os versos de Carlos Drummond de Andrade pode-se relacionar a tal ‘pedra’ com a questão da xenofobia. Nesse sentido, essa realidade brasileira mostra-se como um cenário desafiador, seja a partir do legado histórico, seja pelo medo da crise econômica atrelado a ataques terroristas.

Mormente, vale salientar que traços de xenofobia era presente desde a antiguidade. De acordo com esse prisma, no período Arcaico, no contexto da formação das polis grega era nítido a aversão ao estrangeiro e consequentemente o indivíduo era excluído de todas as atividades políticas; apenas filhos homens de atenienses e espartanos eram considerados cidadãos. Assim, é evidente que alguns nativos têm uma certa repulsa sobre os imigrantes devido ao choque de culturas e receio de perder a identidade do país.

Em segundo lugar, vale ressaltar que no século XXI existe uma intensidade de refugiados. De acordo com a Organização das Nações Unidas as causas dessa imigração são perseguições, guerras, desemprego, fome e desastres ambientais. Nessa perspectiva, alguns países não possuem recursos para atender com qualidade os imigrantes e eles acabam entrando no país de forma ilegal e trabalhando em empregos informais e o medo de ataques terroristas solidifica a antipatia aos estrangeiros.

Diante do exposto, faz-se necessário que o Estado eduque e transfira valores, por intermédio de palestras, debates, que envolvam a família a respeito desse tema, visando uma mudança no comportamento da pessoa favorecendo para que ocorra o declínio da xenofobia. Ademais, cabe ao Estado de cada país elaborarem políticas públicas para ampliarem ofertas de empregos, garantirem o direito pleno da população e tentarem diminuir os conflitos, contribuindo para uma paz mundial e os cidadãos aprendam a respeitar quem é estrangeiro.