A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

Devido a sua população diversificada e o fácil acesso legal ao país o Brasil tornou-se alvo de imigrantes e refugiados. A partir da entrada destes, para que não haja uma grande concentração nas fronteiras, o governo tenta distribuí-los ao longo do território brasileiro. Mas embora que para cada grupo estrangeiro o Estado seja diferente todos encontram um obstáculo em comum: o preconceito.

Motivada pela procedência nacional, a xenofobia (medo ou repulsa ao estrangeiro) tornou-se rotina para muitas famílias refugiadas, como a de Jankely Vasquez, imigrante da Venezuela que residia em um abrigo em Roraima quando em 2018 o mesmo foi ateado fogo por bombas caseiras, resultando em uma criança com queimaduras por todo o corpo. Com isso, a esperança de um recomeço é tomada dando espaço ao medo e a insegurança  aos forasteiros que se arriscam nos limites do novo país, o que dificulta também sua integração na sociedade local.                                    No século XIX o termo “lusofonia’’ surgiu na tentativa de descrever o sentimento nacionalista de políticos brasileiros que tentavam reduzir o envolvimento de imigrantes portugueses na economia local, atualmente, dois séculos depois, episódios de exclusão direta no trabalho crescem notavelmente visto que muitas empresas nacionais dão preferencia aos brasileiros. Ainda que um refugiado consiga emprego muitas vezes acaba vítima de xenofobia de outros empregados ou até mesmo dos patrões que usam da sua pobreza para exploração de trabalho. Temendo à isso eles se arriscam em trabalhos ilegais, como a venda de produtos piratas.

Apesar da xenofobia ser crime no Brasil, a impunidade leva ao aumento nesses casos, fato que se deve ao Ministério da Justiça e Secretaria dos Direitos Humanos no que tange o cumprimento da lei com maior rigor. Além disso se faz necessário a oportunidade de trabalho digno que pode ser conseguido previamente por meio da educação com a diminuição da intolerância nesse meio através de palestras educacionais, e posteriormente com a conscientização das empresas empregadoras.