A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
O Nazismo na Alemanha, fundado pelo ditador Adolf Hitler, pregava fortemente a intolerância e a não aceitação do desconhecido, intensamente marcado pela perseguição judia. Atualmente no Brasil, vem cada vez mais, crescendo os casos de xenofobia e de discriminação social frente a determinadas nacionalidades e culturas. Isso evidencia-se pela negação dos brasileiros em reconhecer as diversas culturas existentes na nossa região e ao alto crescimento de denúncias de atos xenofóbicos, ligados sobretudo ao racismo estrutural do nosso país.
Primeiramente, segundo o filósofo clássico Sócrates, o termo estrangeiro não existe: “Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo”. O que constata quando analisado essa forte miscigenação tão presente na nação brasileira, formada pelas raças pré-existentes e as que chegaram ao decorrer dos séculos. Por conseguinte, os emigrantes que conseguem se estruturar firmemente, fazem com que a economia se torne positiva e tenha um giro de capital bem maior.
Outrossim, em comparação com 2014, houve um alto nível de crescimento de 633% de denúncias relacionadas a xenofobia no Brasil, enfocando os casos de haitianos com 60% desse total. O que se evidencia, nitidamente, um preconceito enraizado frente aos negros e pobres que chegam ao nosso território e à exclusão que se dá nos setores de emprego e de oportunidades, levando assim ao crescente desamparo e à grande vulnerabilidade de estrangeiros ao trabalho análogo ao da escravidão.
Desse modo, o Estado deve criar campanhas incentivadores e motivadoras de inclusão social nas mídias televisivas. Ademais, fazer com que as pessoas que advêm ao país tenham estrutura de recomeço digno, com suportes à moradia, escola e saneamento básico. As famílias têm que começar a educar as crianças desde pequenas, influenciando-as a uma visão de mundo humanitária com o outro, seja ele da mesma nação ou não. Corroborando para com que essas crianças se transformem em adultos mais conscientes, altruístas e solidários.