A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 30/03/2019
Intolerância. Aversão. Violência. Essa enumerativa denuncia praticas recorrentes no que diz respeito à xenofobia no Brasil. Historicamente, pode-se exemplificar, o nazismo como um dos precursores do preconceito e sentimento de superioridade em relação ao outro, principalmente os judeus que foram alvo do extermínio em massa conhecido como Holocausto, no qual Hitler os aprisiona em campos de concentração e justificava dizendo que os prisioneiros são uma “raça inferior”. Hodiernamente, de forma perversa, esse sentimento errôneo de superioridade é recorrente e acarreta muitas mortes e feridas em imigrantes que só estão em busca de espaço e uma nova chance de vida, afinal a maioria destes saem de seu país motivados por um cenário de crise econômica, política e humanitária.
Nesse cenário, o livro " Confiança e medo na cidade" ,do filósofo Bauman, expunha que as diferenças deixam de ser respeitadas, se as relações interpessoais são líquidas, então não há confiança, há medo nas cidades; sendo que, as cidades desde suas origens, foram lugares onde seria possível conviver com o outro, com o estrangeiro - aquele que é e pensa diferente-, mas acaba por conta do capitalismo e globalização, havendo estranhamento à esse estrangeiro, o medo. Logo, é notório que esse medo nas cidades faz parte do dia a dia de imigrantes no Brasil, país que se mostrou ser nenhum um pouco acolhedor, visto que eles são alvo de criticas e desrespeito, vindos de indivíduos sem empatia e amor ao próximo, esquecendo que todos são humanos e não sabendo se colocar no lugar do outro. Nessa perspectiva, vale ressaltar o caso que aconteceu em 2015 em São Paulo, onde seis haitianos foram baleados, segundo o site O Globo ; muitos deles têm medo de denunciar e outros relatam não ter o caso resolvido, mesmo a xenofobia sendo um crime tipificado, o que demonstra que trata-se de um crime silencioso. Desse modo,o governo precisa implementar ações mais eficazes em relação a segurança e atendimento à esse povo.
Ademais, a justificativa de países que não aceitam imigrantes e de indivíduos igualmente ignorantes, é que a entrada de muitas pessoas no país vai interferir na economia - ocupando empregos-e vai influenciar na identidade nacional, além do medo dos muçulmanos, vistos em sua totalidade como terroristas. Contudo, a maioria dos migradores trabalham com o setor informal e movimenta a economia, nem todo muçulmano é terrorista e a diversidade é marca da pluralidade.
Sendo assim,o governo,por meio da mídia,deve desenvolver projetos e campanhas de combate à xenofobia,estimulando a adesão de psicólogos em delegacias,para que estes deem assistência ao agredido,visando diminuir problemas maiores,como o suicídio.Por certo,irá decrescer os casos.