A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 01/04/2019

Hodiernamente, a partir da intensificação do processo globalitário, são notórias as transcendências dos limites territoriais nos diversos países do globo e maiores relações entre eles, tal como os de pessoas. Entretanto, são perceptíveis fenômenos contrários a globalização, como a aversão à culturas, etnias e nacionalidades diferentes, conhecido como xenofobia, que põe entraves para compreensão da diversidade cultural e se perpetua inclusive no Brasil. Com efeito, a ascensão de práticas intolerantes e o poder de persuasão da mídia contribuem para o aumento dessa problemática no país.

Em primeiro plano, vale ressaltar o aumento nos números de migrantes, no Brasil, que são refugiados de países que enfrentam guerras civis e crises humanitárias, além da crescente ascensão de discursos intolerantes com esses, em um cenário de crise econômica brasileira. Visto que, a atual situação financeira, além de provocar o crescimento de movimentos nacionalistas de cunho extremo, permite que se propague a ideologia de que esses migrantes são os culpados pelos problemas nacionais e o alto índice de desemprego, colocando-os em situações de preconceito e marginalização social. Porém, tal ideologia deve ser superada, já que, esses são cidadãos, e além de não inferirem na taxa de desemprego, contribuem para a maior diversidade étnica, social e cultural do país. Nesse viés, deve se assegurar os Direitos Humanos, promulgado pela ONU em 1948, de qualquer cidadão, independente de sua pátria, contrariando o que ocorre na prática.

Paralelo a isso, o meio midiático contribui para corroboração de estereótipos de alguns grupos sociais, construindo imagens negativas como o da preguiça, atribuídas aos nordestinos. Posto que, são vistos, com frequência, comentários que denigrem esse grupo de brasileiros e os colocam como inferiores. Assim como aconteceu no ano de 2018 em que diversas ofensas foram compartilhadas nas mídias sociais contra esse grupo regional, após os resultados eleitorais, que divergiram do restante do país. Dessa maneira, mostre-se como esse veículo contribui para disseminação de atos xenófobos.               Portanto, torna-se claro como o crescente discurso de ódio pela população brasileira e o papel da mídia de afirmação de estereótipos disseminam os atos xenófobos pelo país. Logo,as mídias sociais, veículo com potencial persuasivo e informacional, devem promover e expandir campanhas de acolhimento e respeito ao migrante, além de como devem ser tratados, segundo os Direitos Humanos, e de tal modo, desintegrando os discursos de ódio contra esses indivíduos. Além disso, a mídia deve deve incentivar as denúncias, ainda pouco estimulada, contra qualquer violência xenófoba, seja física, moral ou virtual. Na perspectiva, de convergir a globalização e a aceitação da diversidade.