A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 07/04/2019

É indubitável desde a propagação dos princípios do darwinismo social, a existência do etnocentrismo no que se refere as relações entre os indivíduos. O ato de discriminar a cultura do outro por acreditar que a sua seja superior é uma verdadeira problemática que acaba por estimular a intolerância e a segregação hodierna brasileira.

Em primeira análise, a xenofobia advém inerente ao medo do desconhecido e a falta de empatia. Em busca de uma melhor qualidade de vida ou até mesmo fugindo das relações conflituosas em seu país, diversos cidadãos partem em direção a lugares com maiores oportunidades de bem-estar. No entanto,  o preconceito por parte dos conterrâneos se faz presente, na medida que menosprezam o “diferente” por acreditar que estão dominando seu espaço.

Concomitantemente a essa dimensão socioestrutural, quando Augusto Cury afirma que a discriminação demora horas a ser construída, mas séculos para ser destruída parece prever os conflitos étnicos tão presentes. Os sujeitos insultados pelos xenófobos, em muitos casos, não recorrem a justiça, pois os fatos são tratados com delongas e de forma inescrupulosa por não darem a devida atenção a essa minoria.

Embora seja prevista no artigo 4 da Constituição Cidadã o repúdio à discriminação, essa não se efetiva em suas diretrizes. Nota-se na forte exclusão aos indivíduos do norte e do nordeste ao se estabelecerem em regiões mais desenvolvidas economicamente, em que são tratados como inferiores e desprovidos de informações intelectuais.

É mister a promulgação nos meios midiáticos, bem como a realização de palestras elaboradas pelos docentes no cenário educacional a fim de orientar os alunos desde seu período de construção da identidade. Nesse contexto, a formação de projetos estatais  para promover a conscientização do corpo social e maior efetivação no poder judiciário para o asseguramento dos direitos do indivíduo é primígeno.