A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Homem bomba daqui, terrorista dali, nordestino é isso ou aquilo acolá, é assim que os migrantes e imigrantes convivem diariamente com o preconceito xenofóbico por uma parcela significativa de brasileiros. Nesse, contexto, torna-se evidente, que o Brasil altamente miscigenado ainda encontra entraves para atenuar os casos de xenofobia no país, haja vista que houve um aumento nos casos dessa intolerância.
Primordialmente, se tratando de uma nação hospitaleira, os refugiados chegam ao Brasil e fazem dela sua casa, a fim de escaparem dos transtornos da guerra Síria. Por exemplo, em 2018, foi apresentado pela Rede Globo, o Big Brother Brasil, onde um dos integrantes do jogo era sírio, ao qual sofreu descriminação por parte dos demais participantes, como também da sociedade, pelo fato de que havia uma grande possibilidade de vencer o reality show. Diante do exposto, percebe-se que o brasileiro se sente intimidado e ameaçado por esses imigrados.
Ademais, é valido salientar o silêncio por uma fração das vítimas, algumas não sabem denunciar, outras se calam para evitar desavenças com as autoridades brasileiras. Só para ilustrar, em 2018, após o resultado do primeiro turno das eleições, várias publicações tomaram conta das redes sociais, com xingamento e ataque contra nordestinos, devido ao resultado do mesmo. Associar quem pensa diferente e considerada uma camada subjulgada, dentre as diversas no país.
Deve-se constatar, portanto, que providências são necessárias para retroceder os índices de xenofobia. Para isso, o Poder Legislativo deve aperfeiçoar leis rígidas e Poder Executivo aplicá-las, com o objetivo de diminuir a impunidade presente no país. Além disso, o Ministério da Educação e Cultura em parceria com ONG’s promover palestras, campanhas e engajamento e capacitar professores para debater, explicar, por meio desse suavizar esse cenário. Aumentam assim, as chances de alcançar uma cidadania progmática e realmente legítima e plural.