A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 01/04/2019

A educação quebra os limites do mundo

“O resultado  mais sublime da educação é a tolerância”, essa frase, cuja autoria pertence à Hellen Keller, diz muito sobre a realidade do Brasil. Encontra-se hoje, nas mídias e jornais, vários casos de xenofobia, a qual é um tipo de intolerância. Desse modo, como o sistema judicial e educacional brasileiro é falho, a falta de consciência sobre a formação étnica do país é inevitável, assim como a impunidade dos xenofóbicos. Isso evidencia que a xenofobia é prejudicial para o Brasil e urge que ações governamentais sejam feitas para a erradicação desse problema.

Nesse ínterim, cabe ressaltar que Nobert Elias em sua obra “O processo civilizador” relata uma situação que é relacionada com a insistente presença da xenofobia no país. No livro, o autor expõe o fato de que o Estado foi construído de modo distante da população. Assim, as pessoas que ocupam os cargos políticos não vivenciam os reais efeitos que a xenofobia e a impunidade judicial têm no Brasil. Portanto, as chances que essa população tem de serem visíveis aos olhos do Estado são mínimas.

Aliado a esse fator, é notório que a construção étnico-cultural do Brasil é formada por incontáveis etnias, cujas chegaram no país através do processo de colonização. No entanto, o sistema educacional ainda  é muito falho, a falta de valorização e a pouca noção de como os imigrantes enriquecem e colaboram para a cultura do país, faz com que os jovens criem barreiras e limitem seu campo de visão em relação ao próximo. Assim como Schopenhauer dizia “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”.

Portanto, fica evidente que a xenofobia não deve se perpetuar entre os brasileiros. Desse modo, mister se faz que o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, promovam dinâmicas teatrais e oficinais sobre o passado do Brasil. De modo que os jovens tenham, desde a mais tenra idade, contato com a história e conheçam todo processo formador do país, para que possam desenvolver pensamentos críticos e consciência de que qualquer etnia é digna de respeito e amparo. Também é necessário que o Ministério da Justiça, em parceria com os ambientes midiáticos, conscientize o público, através de propagandas, sobre a importância de se respeitar as culturas. Além de deixar explícito nas publicidades que os xenofóbicos serão punidos judicialmente, para que assim, a população repense qualquer atitude intolerante. Apenas desse modo, com educação e conscientização, será possível amenizar a xenofobia. Pois como Paulo Freire diz, “Educação muda pessoas, pessoas mudam o mundo.