A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 08/04/2019
No século passado, durante a segunda guerra mundial, o líder do partido Nazista Adolf Hitler impulsionou um dos maiores atos de xenofobia já visto na história. Com o exacerbado nacionalismo e ideia de soberania da raça ariana, a Alemanha nazista se tornou símbolo de intolerância e discriminação ao massacrar mais de 6 milhões de judeus na época. Apesar de quase um século de distância, a inflexibilidade social persiste em diversos locais do mundo, como no Brasil. Se torna, portanto, necessário discussões a cerca dessa problemática.
Sabe-se que um grande responsável pelo problema em questão é o acentuado preconceito dos brasileiros contra os imigrantes, seja por questões culturais, raciais ou religiosas. Para uma melhor visualização da situação em que se encontram milhares de refugiados, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizou uma pesquisa em 2016 onde atestou xenofobia aos imigrantes, sobretudo aos haitianos, em que 60% dos homens entrevistados e 100% das mulheres afirmaram sofrer xenofobia e outras práticas de preconceito em local de trabalho. A não aprovação do brasileiro com o outro de uma nação distinta está estampada desde jornais antigos - como o “Folha da manhã” que em 1926 publicou um editorial intitulado “fecham-se as fronteiras” para expressar a negatividade dos estrangeiros no país - à pesquisas feitas em 2016 pelo Instituto IPSOS, que mostra a aprovação do fechamento das fronteiras por 31% dos brasileiros consultados.
Observando melhor a enfraquecida situação dos refugiados no Brasil, pode-se notar que o Ministério da Justiça é outro responsável pela manutenção do problema, uma vez que não apresenta a postura adequada para as frequentes ocorrências de xenofobia no Brasil. A pouca ação desse órgão governamental é refletida nos dados apresentados pelo jornal “O Globo” que destaca o crescimento de 633% dos casos de xenofobia do ano de 2014 para 2015. Tudo isso se torna irônico quando, mesmo com esses altos índices e com leis anexadas na constituição descrevendo atos discriminatórios como uma forma de crime , as soluções para amenizar o problema não estão sendo sentidas pela maioria dos imigrantes que vivem em conjunto com a sociedade brasileira.
Torna-se evidente que a questão da xenofobia no Brasil deve ser revisada. Em razão disso, o Ministério da Educação deve incluir na Base Curricular, tópicos que discutam a respeito da importância da diversidade cultural no Brasil. A absorção desses conhecimentos facilitará a diminuição da intolerância por acompanhar o brasileiro desde a sua base educacional. Ademais, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados(ACNUR) deve pressionar o Ministério da Justiça para esse investir em novas políticas públicas, para assim se cumprir os direitos dos refugiados previstos na Constituição.