A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Combatendo a xenofobia
Como se sabe a xenofobia é aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros, a desconfiança em relação a pessoas estranhas com uma cultura, hábito, raça ou religião diferente. Esse conceito é atualmente popular, mas, desde a Grécia Antiga pode-se perceber esta prática, quando em Atenas, os estrangeiros eram taxados como não cidadãos, não podendo exercer atividades políticas, nem expressar opiniões em relação a mesma.
No contexto contemporâneo, países que efetua essa atividade, auto se defende de maneira que os estrangeiros fossem findar a economia construídas por eles e até mesmo desconstruir a cultura e modos adquiridas em uma certa região.
No Brasil esses estrangeiros são assegurados a partir da lei 9.459, de 1997. Que diz: “serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Apesar do país ser reconhecido por atender e acolher os imigrantes é perceptível o aumento do número de denúncias por xenofobia. Entre 2014 e 2015, os casos aumentaram 633%, pulando de 45 para 333 registros recebidos pela Secretaria Especial de Direitos Humanos. Mesmo com um número grande de acusações, ainda é complexo fazer essa prática no território brasileiro, uma vez que a população agredida não tem conhecimento de como fazer ou muitas vezes é aconselhadas a nem mesmo fazerem, pois constantemente estas queixas são tratadas apenas como desmoralizações banais, não obtendo a importância devida, como exemplo, pode-se citar o vídeo do sírio sendo agredido pela Guarda Civil Metropolitana de São Paulo. Dai por diante pode-se observar o quão essa questão é perplexa.
Portanto, cabe aos estados, por meios de leis e de investimentos, com o planejamento adequado, estabelecer políticas públicas efetivas em relação ao preconceito, pode ser aplicadas multas a essas pessoas, uma constante de pena maior e/ou mais severa. Tendo em vista que, os mesmos não merecem ser submetidos a esse tratos, só por serem diferentes.
Além disso é de suma importância que as instituições educacionais promovam, por meio de campanhas de conscientização, para pais e alunos, discussões engajadas sobre o respeito que se deve aos seres humanos, mesmo que eles agem de maneira contraditória a sua.