A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 03/04/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão da xenofobia no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela intolerância étnica-racial, seja pela concorrência de empregos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o choque cultural rompe essa harmonia, haja vista que a criação homogenia de significados a partir do embaraço entre islamismo e terrorismo aprimora essa intempérie.

Outrossim, destaca-se o baixo nível de empregabilidade como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que parcela da população brasileira subentende que migrantes estão apropriando de empregos que deveria estar sobre posse de nativos, criando assim uma forte aversão ao estrangeiro.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério do Trabalho, deve através do recolhimento de impostos investir na criação de aplicativos para smartphones, visando facilitar a identificação de empregos disponíveis no mercado, além de evitar conflitos entre povos. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por sociólogos, que discutam o combate da xenofobia, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.