A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 02/04/2019

Todos nós, em menor ou maior grau, tememos o desconhecido. Este medo, compunha uma das artimanhas biológicas com as quais a natureza nos moldou a fim de garantir nossa sobrevivência. Pequenas civilizações na Antiguidade necessitavam frequentemente manter uma postura hostil, para garantir sua própria segurança. Contudo, esta atitude até então “necessária” dista milênios e séculos de nossas vidas; nossa comunicação, sociabilidade, valores éticos e morais, foram desenvolvidos e, povos distintos, miscigenados.

Uma vez que compartilhamos o mesmo planeta, os mesmos recursos, e o mesmo destino, torna-se questionável a obrigatoriedade de permanência em um único lugar desta Terra, politicamente dividida, principalmente em situações que colocam em risco a liberdade e a vida de nossos semelhantes.

Infrações aos direitos inalienáveis do ser humano, bem como ataques a dignidade das pessoas, são mais comuns do que gostaríamos, especialmente em regimes totalitários. No entanto, o desejo de ter uma vida pacífica e próspera, transcende qualquer etnia ou nacionalidade. É algo inato a todos nós.

Não podemos considerar demérito algum o acolhimento a todo aquele que foge da falta de esperança proporcionada pela guerra, pela fome ou por um governo ditatorial. Fazendo-se necessária a conscientização pública através de campanhas nacionais de combate político a atitudes xenófobas e a reafirmação do preceito de inocência de povos migrantes.

Somente com segurança pública adequada, capaz de manter a ordem e o sentimento de segurança, unidos ao desenvolvimento de um sentimento de empatia, poderemos preservar no próximo a mesma esperança na liberdade e o mesmo respeito que esperamos receber.

Assim, podemos alcançar uma convivência um pouca mais harmoniosa, e poderemos parafrasear o filósofo libanês Khalil Gibran ao dizer “A Terra é minha pátria e a humanidade toda é meu povo”.