A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 03/04/2019
Brás Cubas o defunto autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas’’ que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada a sua decisão: a postura de muitos brasileiros á frente de situações de extrema intolerância com seus semelhantes é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Contudo surge a problemática da xenofobia que persiste profundamente a realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela falta de empatia com o próximo.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme Aristóteles, a política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a questão da xenofobia rompe essa harmonia, haja vista que, embora a lei exista ela não se aplica de forma eficiente, acarretando assim, impunidade aos ameaçadores e problemas psicológicos e físicos as vítimas.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de empatia e compaixão com os refugiados, como impulsionador do problema. Já que muitos tem o povo brasileiro como pessoas acolhedoras e auspiciosas e vem em busca de um futuro melhor. Segundo dados divulgados pelo Comitê Nacional dos Refugiados (CONARE) no relatório “Refúgio em Números”, o Brasil reconheceu, até o final de 2017, um total de 10.145 refugiados de diversas nacionalidades.
Infere-se, portanto, que a xenofobia no Brasil é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao (MEC) Ministério Da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas, uma vez que ações culturais coletivas tem imenso poder transformador a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral -por conseguinte- conscientizem-se. Desse modo a realidade distanciar-se a da alegoria de Platão para que gerações futuras não vivam as sombras da sociedade.
Infere-se, portanto, que a questão da xenofobia no Brasil é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do combate e como identificar, uma vez que ações culturais coletivas tem imenso poder transformador a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral- por conseguinte- conscientizem-se. Desse modo a realidade distanciar-se da alegoria de Platão para que gerações futuras não vivam as sombras da sociedade.