A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 04/04/2019
Durante a Segunda Guerra Mundial, o regime nazista difundiu seus ideais antissemitas, calcados na xenofobia. No contexto atual, o discurso xenofóbico, principalmente no Brasil, mostra-se como um grave problema social, crescente nos últimos anos. Isso se deve à ignorância da sociedade e à ineficácia das leis no país.
Em primeiro plano, é importante destacar que a falta de conhecimento acerca das culturas e práticas, a exemplo a dos refugiados, faz com que a população desenvolva comportamentos xenófobos. Na Europa, a islãmofobia se acentuou, uma vez que os muçulmanos, vistos como ameaça, passaram a ser discriminados. Nesse viés, várias razões levam a despertar a aversão ao estrangeiro, dentre elas, o medo da crise econômica e a perda da identidade do país, haja vista, o Brasil encontra-se em momento de instabilidade econômica. Nesse sentido, a procura por emprego ganha novos candidatos, de modo a gerar conflitos.
Além disso, o Poder Público, muitas vezes, pouco investe em assegurar as leis que criminalizam a xenofobia no país. Por mais que o Brasil seja visto como país acolhedor, poucas ações foram tomadas para romper com as barreiras do preconceito. Para o filósofo Habermas, “incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. Nessa perspectiva, percebe-se que, enquanto o Estado não garantir direitos iguais e diminuir a impunidade, essas minorias ainda continuarão a sofrer práticas discriminatórias.
Portanto, tendo em vista uma sociedade mais igualitária, é importante adotar mudanças para o cenário do país. Desse modo, as instituições educacionais junto às ONG’s deveriam promover feiras do conhecimento, com a presença de refugiados para dar depoimentos, explicando suas práticas culturais, com o fito de levar conhecimento para a comunidade e melhorar a percepção sobre essas minorias. Ademais, o Ministério da Justiça poderia dar mais atenção aos registros de denúncias contra xenofobia, promovendo mutirões para acelerar os casos.