A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Hordienamente, tal como na Grécia Antiga, os estrangeiros eram vedados de direitos políticos, assim, realizavam atividades as quais eram ilegítimas de cidadãos. Portanto, a xenofobia revela-se, principalmente, como um problema de caráter social. Isso se deve, sobretudo, ao predomínio de uma sociedade intolerante, e, também, à ausência de diretrizes públicas que garantam os direitos de migrantes e refugiados no Brasil.
A princípio, sabe-se que a xenofobia se caracteriza pela repulsa, comumente relacionada a questões sociais, econômicas, religiosas e culturais. Por isso, manifesta-se acompanhada de esteriótipos que reforçam o preconceito e a intolerância acerca de determinados grupos. Sendo assim, a prática dessa intolerância parte de atitudes que excluem, violentam e discriminam indivíduos considerados estrangeiros. A evidência disso está nos casos de xenofobia praticados contra haitianos e venezuelanos, em razão do grande número de migrantes dessas nacionalidades. De acordo a escritora Hellen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. À vista disso, se faz imprescindível a atuação das escolas no que tange a desconstrução de preconceitos contra estrangeiros.
Além disso, cabe ressaltar que apenas possuir uma Lei de Migração não é suficiente. Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, houve um aumento de 633% no número de denúncias relacionadas a xenofobia nos últimos anos. Dessa maneira, é explícito que há a necessidade de enfoque no atendimento especializado desses indivíduos migrantes, a fim de integra-los a sociedade brasileira.
Desse modo, torna-se evidente a necessidade de superar o problema. Para tanto, as instituições de cunho migratório, como o ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e o CDIHC - Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, juntamente com o Ministério da Educação, devem promover políticas públicas de esclarecimento e intervenção social nas escolas, por meio de campanhas integradas por pais e professores, visando desconstruir esteriótipos que reforçam preconceito contra refugiados. Ademais, cabe ainda ao Governo Federal, investir em órgãos especializados no atendimento específico destes migrantes, como o CRAIs, por meio da construção de mais unidades, visando auxiliar no processo de integração social. Somente dessa forma toda origem xenofóbica herdada da civilização grega será desconstruída.