A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Na Grécia antiga, eram considerados bárbaros, os indivíduos que não compartilhavam a cultura ou o idioma com os gregos. Atualmente, é notório que a xenofobia se faz presente na sociedade brasileira e possui como principais fatores a intolerância e ignorância dos cidadãos.
Primeiramente, é importante ressaltar que a ideia de xenofobia está diretamente relacionada ao conceito de nacionalismo. Esse, por sua vez, consiste na valorização de uma nação e da sua identidade nacional. Com isso, os nativos veem a presença dos estrangeiros de forma negativa e os culpam por problemas econômicos e sociais como o desemprego e a criminalidade. Sob a ótica do filósofo chinês Confúcio, “o homem superior atribui culpa a si próprio, já o homem comum culpa os outros.”
Convém lembrar ainda que o processo histórico da formação da população brasileira abrange a miscigenação étnica e cultural de diferentes nações. Assim sendo, um ato xenófobo num país como o Brasil é plenamente irracional. Vale também ressaltar que a xenofobia pode se apresentar na forma regional, como por exemplo o preconceito contra nordestinos, praticado por brasileiros habitantes de outras regiões do mesmo país. De acordo com Nelson Mandela, " ninguém nasce odiando outra pessoa por sua origem, para odiar é necessário aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinados a amar". Logo, fica evidente que essa aversão pode e deve ser desconstruída.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação em parceria com as escolas, deverá ministrar palestras para os alunos, de modo que eles saibam, desde a infância o que é xenofobia. Além disso, a mídia deverá, por meio de propagandas e campanhas nas redes sociais, orientar a opinião pública sobre como denunciar casos desse preconceito. Ademais, é dever o Ministério Público fiscalizar o cumprimento da lei 9.459, de forma a garantir seu vigor. Com essas medidas iniciais, o Brasil estará mais próximo de ser um país mais tolerante e informado.