A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 05/04/2019

Durante o Nazismo, muitas pessoas que não se encaixavam no padrão imposto na Alemanha foram mortas devido a ordens do líder Hitler. Assim, negros, judeus, deficientes e outras minorias foram exterminadas graças à intolerância ao diferente. Também, hoje, no Brasil, alguns grupos sofrem com a discriminação aqui existente, sendo a xenofobia um desses problemas. Essa aversão se perpetua principalmente por dois fatores: falhas na justiça e manutenção de ideias preconceituosas. Portanto, este é um empecilho que precisa ser notado e resolvido.

Apesar de a lei 9.459 garantir punição aos que fizerem distinção por ocasião da procedência nacional, na prática isso não acontece. De acordo com publicação feita no site Carta Capital, quase não há registros de andamento ou solução de denúncias de vítimas de xenofobia. Em 2015, na cidade de São Paulo, haitianos foram alvo de tiros devido a sua nacionalidade. Houve outro caso em que um haitiano foi agredido por um grupo de jovens, a chutes e garrafadas. Os principais alvos de violência são os refugiados, que, intensificada por estereótipos, leva a falas como “olha o homem bomba”. Em uma reportagem divulgada pelo Huffpost Brasil, alguns imigrantes revelaram terem ouvido que vinham para roubar o emprego dos brasileiros e que certos lugares não precisavam de estrangeiros. Constata-se, portanto, que o caráter acolhedor deste país não é tão certo assim, e a justiça muito menos.

Ademais,  alguns “argumentos” são apresentados de forma a impossibilitar a resolução de tal problemática. Esses discursos de caráter preconceituoso deveriam ser combatidos tanto nas escolas, como nas mídias. O Ministério da Justiça, inclusive, lançou uma campanha nas redes sociais com o intuito de combater práticas e mensagens que violentam os estrangeiros. Sozinha, no entanto, ela não será geradora de grandes conquistas. Sabe-se que um palco de grandes discussões e desconstruções é a escola, ambiente cujo papel também é auxiliar na construção do respeito à diversidade, e na busca de meios para solucionar problemas como quando a dignidade dos seres humanos não é garantida. Nas palavras de Helen Keller, “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”.

Dessarte, para que essa realidade seja resolvida, urge que o Poder Judiciário, principalmente das grandes cidades, atue com mais eficácia, e mostre à população, com o auxílio do Ministério da Justiça, que não é só por meio das mídias que o trabalho contra a xenofobia é feito, mas com julgamentos e punições justas aos agressores denunciados. Outrossim, o Ministério da Educação deve agir em conjunto com as escolas, incentivando e garantindo que palestras e trabalhos que disseminem ideias de respeito, valorização das diferenças e aceitação do outro sejam realizados, bem como explicar a situação dos imigrantes no Brasil e suas dificuldades. Assim, é possível amenizar tal problemática.