A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
“No Brasil subtrai-se; somar, ninguém soma"- afirmava o escritor pré-modernista Monteiro Lobato a respeito da consciência individualista nacional. A xenofobia significa aversão a pessoas ou coisas estrangeiras. A falta de conhecimento por parte da sociedade sobre os imigrantes geram tabus , junto com a diversidade do povo brasileiro resultam em atos de violência e discriminação.
Sabe-se que já houve várias ameaças terroristas que se materializam praticadas por pessoas de outras origens. O fato de existir esse fator comum vinculado à ataques e agressões faz com que ele seja um gatilho para a xenofobia. O tabu de que “todo muçulmano é terrorista” perpetua-se pela falta de informação e do preconceito com as diferenças. Consoante a filósofa Helen Keller, escritora norte-americana, “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Assim, pode-se facilmente deduzir que o primeiro passo para prevenir a xenofobia é a aproximação com os estrangeiros, para um aprendizado sobre outras culturas.
Outrossim, é importante salientar que a ideia de xenofobia não se restringe apenas para imigrantes, mas também migrantes. No Brasil, é comum encontrar indivíduos que difamam pessoas de outros estados e regiões como por exemplo o Nordeste. De acordo com Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, “Ninguém nasce odiando a outra pessoa por causa da cor da sua pele , da sua origem ou religião”. Sendo assim, no programa Fantástico , em um dos episódios do quadro “Vai fazer o quê?”, foi encenado um ataque xenofóbico entre uma paulista contra uma vendedora de pipoca de origem nordestina com o objetivo de ver a reação do público. Eticamente houveram pessoas que declararam a paulista repulsa pelo que fizera, porém sempre há um tom humorístico nessas situações e que causam desconforto para o nordestino.
Destarte, é indiscutível que medidas são necessárias para solucionar o impasse. É importante que sejam realizados pelas instituições governamentais programas de integração verdadeiramente efetivos, onde os cidadãos comuns realmente conheçam as pessoas que vêm de fora e haja profissionais que possam intervir se surgir algum conflito. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras, nas escolas, para educação infantil e fundamental, com profissionais de diversos Estados brasileiros, sobre a diversidade cultural em que o Brasil está inserido, com o intuito de amenizar o preconceito. Só assim os brasileiros aprenderão, também, a somar.