A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 07/04/2019

Preconceito. Ódio irracional. Medo. A globalização, apesar dos seus efeitos positivos, provocou um problema existente desde o inicio da civilização, a xenofobia. Dentro dessa perspectiva, diferenças culturais, ideológicas e econômicas são as principais geradoras desse chauvinismo. Nesse sentido, vale levar em consideração a instabilidade financeira e o papel da escola para romper com tal problemática social.

Em primeira análise, a inconstância econômica em um país gera inúmeras consequências negativas, entre elas a forte aversão ao estrangeiro. Com isso, nesses períodos, discursos extremistas são aceitos com mais receptividade pela população, de acordo com a BBC Brasil. Assim, grupos radicais atacam, verbalmente e fisicamente, os menos assistidos pelo governo, os imigrantes.

Outrossim, desde a Grécia antiga, o preconceito contra os estrangeiros era muito frequente, visto que, na época, esses imigrantes não eram considerados cidadãos e, logo, não obtinham os mesmos direitos que esses. Seguindo essa linha de pensamento, na contemporaneidade, tal cenário de exclusão ainda se perpetua na sociedade, uma vez que, segundo o IBGE o número de casos xenofóbicos entre os anos de 2014 e 2015 aumentaram 633%. Com isso, as escolas, que tem responsabilidade de formar indivíduos que critiquem a realidade em que vivem de forma consciente, deixa de fazer seu papel, haja vista que, quando trata-se da xenofobia, tais instituições não debatem sobre as diferentes culturas existes no mundo e, assim contribuem para disseminação da aversão ao diferente.

Portanto, torna-se fundamental uma ação conjunta entre o governo e as emissoras de TV, na qual essas, por meio de programas e novelas, será responsável por construir na população um sentimento de alteridade, com intuito de mostrar a importância de colocar-se no lugar do outro e assim minimizar os preconceitos. Ademais, o Estado deve ampliar, criar e fiscalizar mais leis para amparar as vitimas de discriminação xenofóbica, além de disponibilizar delegacias especializadas para punir os desviantes da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assim será possível diminuir o medo da população ao lidar com o diferente e, consequentemente, reduzir os índices de ódio irracional para com o próximo, respeitando a ética e a moral de toda a humanidade.