A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 06/04/2019

Percebe-se , na sociedade brasileira que desde a migração de pessoas do campo para as cidades, como São Paulo em busca de oportunidades de trabalho, a xenofobia no Brasil está presente, a qual é um preconceito a diferentes culturas,  que é ocasionado tanto com pessoas do mesmo país, como com estrangeiros. Nesse contexto, faz-se necessário buscar soluções eficazes, para a ausência de conscientização da população e o vigoroso nacionalismo.

Desta forma, a falta de conhecimento em relação as diversas culturas é visível, pois diversas pessoas criticam os costumes de outras sociedades, possuem “medo” de algumas religiões ou seja tem um preconceito com estrangeiros e até mesmo de pessoas de sua própria região, assim não respeitam o próximo, indo para a agressão física e verbal. Segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, em 2015 os casos de denúncia aumentaram cerca de 663% e isto é irracional, esses refugiados terem que passar por isso, fazendo eles relembrarem até mesmo um medo que já passaram, sendo ameaçados, maltratados novamente, sem poder recomeçar uma nova vida.

Outro aspecto a ser salientado é o rigoroso nacionalismo e regionalismo, em diversas sociedades prevalece somente seus costumes, uma visão de que sua nação é mais importante do que as demais, este modo de pensamento é chamado etnocentrismo, o qual faz com que pessoas que o seguem não aceite outras nações e este é um dos motivos de ocorrer a violência com tais grupos culturais. Nessa perspectiva, é coerente assinalar que a Constituição Federal de 1997, na lei 9459, diz que serão punidos, os crimes resultantes de descriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, ou procedência nacional, isto é se tem uma lei, mas não está sendo comprida pela maior parte dos indivíduos, que não possuem amor ao próximo e isso é lamentável.

Em suma, a questão da xenofobia requer uma forma diferente de pensar, por isso o Governo Federal, deve junto a Secretaria Especial de Direitos Humanos, propor soluções para esta problemática por meio de recursos para denúnciar e ser feita a justiça da forma correta, oferecer eventos que recebam estes estrangeiros de forma acolhedora e que o (MEC) Ministério da Educação disponibilize palestras, materiais didáticos, para ensinar as crianças a terem respeito. Assim,  como dizia Nelson Mandela,“Ninguém nasce odiando a outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”, e é este ensino de amar que poderá diminuir esta fatalidade.