A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 06/04/2019
O utópico acolhimento brasileiro
Na Grécia Antiga, os estrangeiros eram proibidos de exercer direitos políticos, e realizar qualquer outra atividade que fosse a de um verdadeiro “cidadão”. No século XXI, princípios como esse ainda são vistos e chama-se xenofobia, no Brasil esse crime ainda é um reflexo do Estado e da sociedade intolerante.
A priori, o aumento dos casos de xenofobia no país é impulsionado principalmente por discursos nacionalista. Conforme a Revista Folha de São Paulo 31% dos brasileiros apoiam o fechamento das fronteiras, demonstra-se que parte considerável da população visualiza os estrangeiros como causas da crise econômica e do terrorismo. Entretanto, Jean Paul Sartre diz que a sociedade tende a culpar, de forma passional, outros povos de suas mazelas.
Ademais, o Brasil possuí lei que combate a xenofobia desde 1997, porém a aplicação da mesma se encontra negligenciada, uma vez que são realizadas inúmeras denúncias e raramente chegam ao ministério da justiça. Além de estimular o agressor em contínuos atos de ódio e preconceito, e desvalorizar critérios básicos de sobrevivência da vítima. Assim também, Nelson Mandela afirma que ninguém nasce odiando outra pessoa, e se somos ensinados a odiar, também podemos aprender a amar.
Evidente, portanto, que a aversão aos estrangeiros é uma problemática no país e que precisa de mais atenção. E deste modo, cabe ao Alto Comissionado das Nações Unidas para Refugiados, ao Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante juntamente com o Ministério da Educação promover disciplinas de diferentes estilos culturais na grade básica curricular, a fim de desconstruir o preconceito instituído desde a infância. Outrossim, deve-se com o auxílio do ministério da justiça e os municípios fiscalizar as leis, já existente para assim proteger e se tornar realmente um país acolhedor para os refugiados.