A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 06/04/2019

No período de expansão marítima, o Brasil foi descoberto durante as expedições de Portugal em direção às índias. Por conseguinte, houve um processo de colonização em que alguns portugueses habitaram nas terras brasileiras, entre outros povos que vieram atraídos pelas riquezas naturais, trazendo a prática da escravidão africana. De forma diferente, no Brasil hodierno, a imigração de outros povos nem sempre trazem aspectos negativos, como o trabalho compulsório, mas encontra-se problematizada pela xenofobia, seja por uma questão familiar ou governamental.

A priori, denota-se o aspecto familiar dentro do contexto brasileiro sendo um entrave que dificulta a aceitação da multiculturalidade. Nessa acepção, ressalta-se, por exemplo, que essa ideologia tem a sua origem ainda no processo de formação cidadã, uma vez que de acordo com o filósofo, John Locke, o ser humano é como um quadro em branco pelo qual é preenchido pelas suas vivências sociais. Destarte, observa-se que quando inexiste uma priorização, pela família, de ideais que contemplem a existência de diferentes sociedades em um país, com uma visão positiva e crítica, a probabilidade do indivíduo proliferar tais ações será aumentada. Logo, mitigar esse errôneo contexto se tornará inviável.

A posteriori, é perceptível que fatores governamentais são responsáveis por dificultar a entrada de refugiados no Brasil. Nesse sentido, vê-se amiúde sentimentos de desintegração social e irresponsabilidade estatal frente às políticas públicas responsáveis por assegurar a segurança durante esse processo imigratório, como, por exemplo, a saída, em 2019, do Brasil no Pacto Global - no qual é responsável por amenizar tais obstáculos durante esse processo. Dessa maneira, o país começou a decidir por conta própria os que estão aptos a entrar no território, mas nem sempre isso ocorrerá de forma a respeitar os direitos humanos, como com o pacto, o que pode alavancar a xenofobia e, decerto, dificultar a entrada destes no campo do trabalho.

Portanto, são necessárias ações que combatam a xenofobia no Brasil. Desse modo, torna-se indispensável que o Ministério da Educação (MEC), juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), elaborem projetos temáticos, por meio de suas redes sociais, com a utilização de charges e tirinhas que contenham conteúdos referentes a relevância de reconhecer o processo de imigração e, certamente, da multiculturalidade, além de produzir uma reflexão para as famílias sobre esse assunto. Consequentemente, formar-se-ão cidadãos crítico-reflexivos, capazes de produzir elucubrações individuais as quais transformarão essa realidade.