A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Xenofobia é a discriminação de um imigrante em função da sua procedência nacional ou regional. Visto isso, o preconceito aliado a pensamentos radicais de extrema direita e a relativamente baixa multiculturalidade brasileira, são responsáveis diretos da ascensão dessa problemática no contexto de sociedade atual do país.
Em primeiro lugar, a Direita mundial tendo como seu principal expoente Donald Trump, trata de propagar um discurso totalmente averso aos imigrantes. Tal narrativa não possui embasamento teórico e empírico, ou seja, é baseada no senso comum. Fato comprovado na perspectiva acadêmica, visto que, a presença de imigrantes traz mão de obra, em sua maioria, barata e contribui para um melhor giro da economia local. Entretanto, esse tipo de discurso vem ganhando cada vez mais força e alimentando uma visão radical e destorcida sobre os que trocam seu país de origem em busca de melhor qualidade de vida.
Ademais, o ser hétero, branco e cristão é o paradigma a ser quebrado no Brasil! O sucesso de discursos que desrespeitam os diversos tipos de expressão do outro, tido como diferente, são pautados na ignorância e falta de empatia do indivíduo preso aos padrões. A obra “Os Sertões” do autor pré-modernista Euclides da Cunha, retrata o olhar contrário e repressor do Governo contra as diferentes culturas presentes no território, visão essa, que perpetua-se até hoje em parte da população xenofóbica com o nordestino. Dessarte, houve aumento de 633% nos casos de discriminação aos imigrantes estrangeiros entre 2014 e 2015 de acordo com dados coletados no site da revista Carta Capital, logo, observa-se que o preconceito apenas permanecia velado e sofreu estímulos para expor-se.
Portanto, torna-se necessário ações publicitárias e entraves legais para a mitigação da adversidade. Em 2015 o Governo Federal lançou uma campanha contra a xenofobia transmitida via mídia televisiva. A formulação de novas campanhas pelo mesmo agente e a punição rígida de agressores via Lei 9.459, de 1997 sanarão essa ânsia pela diminuição do problema.