A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
A xenofobia pode ser vista desde a Grécia Antiga, onde os estrangeiros eram proibidos de ter direitos políticos, podendo realizar qualquer outra atividade que não fosse a de um “verdadeiro” cidadão. Contudo, esse problema precisa ser encarado com seriedade. Enquanto muitas manchetes noticiam que o Brasil é um país acolhedor, imigrantes sofrem em silêncio com medo das consequências da denúncia.
Assim também, é possível ver que os brasileiros não tem boa receptividade com os imigrantes. Ainda mais com a repressão sofrida pelos médicos cubanos em 2013 e novamente esse ano (2019), sendo chamados de “escravos” pelos próprios médicos e boa parte da população brasileira. Outro caso de xenofobia ganhou uma grande visibilidade recentemente, os resultados das eleições para presidente, deu inicio as ofensas ao povo nordestino, por conta de sua grande maioria ter votado na oposição ao o que foi eleito.
Além disso, portais como o G1 divulgam casos de “escravidão” e agressões, físicas e psicológicas, ao imigrante. O medo de serem deportados ou de sofrerem agressões, faz com que não denunciem e fiquem a mercê desses abusos. Desta maneira, não gozam livremente do direito de ir e vir, e se veem obrigados a conviver com a desconfiança, a intolerância, a aversão e a exclusão.
Em face a essa realidade, faz se necessário que instituições de cunho imigratório, como CDHIC (Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante) e ONG’s, promovam, juntamente com o Ministério da Educação, atividades, palestras e projetos para pais e alunos nas escolas sobre a realidade, a importância da participação da sociedade e a desconstrução do preconceito, com representantes imigrantes. Para, dessa maneira, conquistar o Brasil acolhedor.