A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 07/04/2019
Xenofobia no Brasil
Hodiernamente em um cenário (inter)nacional de crescente discriminações, em decorrência do racismo e xenofobia contra os refugiados e generalizações contra imigrantes, são recorrentes os questionamentos sobre como mudar esse quadro acerca desse assunto tão em voga. A necessidade de politicas sociais insertivas e campanhas sociais que debatam mais esse assunto é imperativa. Infelizmente esse assunto não é contemporâneo, desde os primórdios nos tempos a.C. já havia preconceitos xenofóbicos entre judeus e samaritanos, outro dado histórico relevante foi a grande guerra no inicio do século XX por essas mesmas razões, os alemães comandados por A. Hitler com o nazismo de cunho nacionalista extremo, se consideravam a raça pura e queriam exterminar todo o resto que divergia de seus padrões físicos e religiosos, uma das mais grandes demonstrações xenofóbicas jamais vista.
Em verdade, muito mudou em relação aos tratados internacionais e as legislações internacionais depois daquela deplorável Guerra, ademais nossa Carta Magna em seu artigo 5º , tem como cláusula pétrea que todos são iguais perante a lei, sem nenhum tipo de discriminalização de raça, cor e credo. Contudo, alguma parte da sociedade ainda culturalmente tem preconceito com os refugiados e imigrantes, generalizando-os, produzindo grandes problemas sociais e inclusive de violência.
Desse modo, verificamos que a imigração é parte da vida humana, assim como aconteceu no Brasil com a vinda de africanos, europeus e tantos outros povos, e hoje como ocorre na Síria e na Venezuela no caminho inverso, a imigração crescente desses refugiados é favorável a um diálogo intercultural. O Governo Federal conjuntamente com a imprensa, deveria fazer campanhas públicas e para a inclusão social desses estrangeiros, mudando a conscientização brasileira e desenvolvendo programas educativos, exercendo assim, a cultura de paz, a aproximação e o intercâmbio cultural. Além disso, se faz necessário a criação de centros de ajuda a refugiados, o Ministério das Relações Exteriores, conjuntamente com os Governos Estaduais para uma maior efetividade na triagem dos recém chegados, na inclusão no mercado de trabalho e sociedade em geral, concebendo desta feita, a dignidade humana, tão propalada em nossa Constituição Federal.