A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 15/04/2019
Desde a criação da ONU (Organização das Nações Unidas), em 1945, um dos seus principais objetivos têm sido garantir o respeito aos direitos humanos em todo o mundo. Entretanto, a ocorrência de preconceito e atos violentos contra estrangeiros em nosso país, impedem que essas pessoas possam usufruir do direito fundamental à igualdade, sem distinções devido à origem.
Em primeiro lugar, deve-se analisar a problemática da xenofobia no Brasil. Em uma sociedade com altas taxas de desemprego, é recorrente o medo que os imigrantes ocupem as vagas disponíveis no mercado de trabalho. Entretanto, isso não ocorre na realidade, seja porque muitos empregadores tem preconceito e se recusam a contratá-los, ou porque, na maioria dos casos, essas pessoas ocupam as vagas que os brasileiros não querem. Exemplo disso são os recentes casos dos médicos cubanos, que, assumiam vagas em locais, nos quais, os médicos nacionais não aceitavam, como pequenas cidades afastadas ou regiões indígenas.
Cabe destacar também, as consequências dessa segregação social. Devido à supracitada dificuldade em conseguir emprego, os estrangeiros são marginalizados, sendo obrigados a viverem em condições precárias. Como exemplo, temos os casos dos refugiados venezuelanos, que, ao fugirem da enorme crise que assola seu país, encontram em Roraima uma péssima recepção. Isso ocorre, tanto por parte da população, em que, foram divulgados pela mídia relatos de agressões contra os refugiados, quanto por parte do poder público, que pouco forneceu ajuda a essas pessoas, resultando em milhares de venezuelanos nas ruas.
Fica claro, portanto, a necessidade da abolição de práticas xenofóbicas em nossa sociedade. O governo federal deve atualizar a lei de combate à descriminação, estabelecendo punições mais severas, para quem efetuar atos preconceituosos ou violentos baseados na procedência nacional. Espera-se que com essa medida, todas as pessoas que vivem em nosso país, possam enfim, desfrutar do direito à igualdade.