A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 07/04/2019

A aversão ao estrangeiro, que pode ser denominado como xenofobia, é algo exemplificado desde das civilizações mais antigas, que identificavam pessoas de fora da sua região como bárbaros, ou seja, selvagens. Atualmente, no Brasil, ela é encontrada não só em relação a imigrantes, mas a migrantes dentro do próprio país, o que está diretamente ligado a discriminação de indivíduos a partir de uma generalização em cima de religiões, etnias, culturas, etc.

Dessa forma, o aumento de situações xenofóbicas, algo de extrema facilidade se ser visto nas mídias, está relacionado com esteriótipos de todos os tipos e também a situação de crise econômica que está presente em diversos países nos dias de hoje, inclusive o Brasil. Em relação a religião, no atual cenário global, os constantes ataques terroristas muçulmanos têm criado um medo na população que infelizmente cria uma relação direta entre a violência e a religião islâmica, resultando em uma alta discriminação dos seguidores islamistas que cada vez mais migram para diversos países por causa da situação que se encontra em alguns países do Oriente Médio como a Síria.

Já no que se refere a crise econômica, os habitantes locais ao se deparar com a vinda de outras pessoas em seu território, tendem a interpretar isso como mais um fator agravante da péssima situação que se encontram, principalmente em relação a falta de trabalhos para todos que agrava ainda mais com a ampliação da população. Evidencia-se essa conjuntura no grande deslocamento de haitianos no Brasil e até mesmo no histórico da relação da região sudeste e nordeste do próprio país, já que devido as péssimas condições de vida no nordeste, muitos nordestinos migraram para o sudeste em busca de emprego e melhores condições de vida, e quando o desemprego aflorava no sudeste, os indivíduos locais culpavam os nordestinos por roubarem seus empregos, principalmente em épocas de grande industrialização e obras públicas.

Portanto, como afirma o político inglês Clement Attlee, a democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando os direitos da minoria, o Congresso Nacional deve reforçar as leis de discriminação para que tais situações sejam punidas de forma justa, garantindo o direito de igualdade e de vida a todos. Além disso, o Poder público, a partir do MEC,e em conjunto com a sociedade e ONGs, deve difundir ideais de igualdade e respeito a diversidade a partir de palestras e debates, com o objetivo de diminuir esteriótipos e a propagação de ideologias racistas e preconceituosas, contribuindo para a criação de uma sociedade tolerável a diferentes culturas e povos.