A questão da xenofobia no Brasil

Enviada em 08/04/2019

O Brasil é renomado, principalmente, como “país hospitaleiro”, desde a chegada de europeus até os dias atuais. Tudo isso devido, a grande miscigenação e ao acesso fácil, ou seja, sem muita burocracia, comparado a outros países. Entretanto, esse título, muitas vezes, chega a ser um “mito”, devido ao preconceito, intolerância e aversão a tudo e todos que são estrangeiros. A Secretaria Especial de Direitos Humanos apresentou um relatório com dados sobre as denúncias de violações de direitos humanos realizadas em 2015, constatou-se que houve um crescimento de 633% das denúncias de xenofobia no Brasil em comparação ao ano de 2014. Contudo, essa estatística vai mais além do que comprova-se, uma vez em que, pessoas que sofram esses tipo de crime nem sempre denunciem.

É notório, o elevado número de imigrantes no Brasil, principalmente, em grandes polos comerciais, como o estado de São Paulo, assim também, como os estados que fazem fronteira com países da América do Sul. Todavia, os brasileiros nem sempre aceitam esses estrangeiros, seus argumentos dizem a respeito da economia, que seria afetada mais ainda, então, a crise e o desemprego cresceriam em demasiada escala, afetando direitamente esses brasileiros. Além disso, no Brasil, ainda existem diversos preconceitos envolvendo problemas sociais, relacionando-se primordialmente, com a raça, cor, etnia e religião. Muitas vezes, agrava-se ao ponto de chegar a violência física ou até a morte.

Não somente com imigrantes, mas até mesmo os próprios brasileiros que residem em outras regiões sofrem a xenofobia, em destaque, o Nordeste. Por ter passado dificuldades em seu passado, ter a maior porcentagem de analfabetismo no Brasil e grande parte de sua população ser negra, os nordestinos são discriminado, principalmente, pelo Sul e Sudeste, bem como, são atribuídos nomes pejorativos como “burros”, “negada”, “atraso do Brasil”, sendo assim, totalmente raciais e cruéis. No entanto, em 2013, a revista Exame, publicou que o Nordeste ganhou poder econômico, aumentando seu PIB em 3%, que comparado ao Brasil foi significativo, ademas, sua população cresceu em cerca de 42% na classe média.

Em síntese, pode-se concluir que ainda existem condutas erradas, relacionando-se, à hospitalidade e  à empatia dos brasileiros, envolvendo imigrantes e indivíduos de algumas regiões do país. Contudo, nessa situação, o Ministério dos Direitos Humanos, juntamente com as relações internacionais devem expandir vínculos, ou seja, auxiliar e atuar com medidas protetivas as vítimas. Além disso, para a construção de um país melhor, se faz necessário o ensino em escolas, principalmente, no ensino fundamental, sobre a igualdade e o respeito às diferenças socioculturais de cada indivíduos, logo, demandaria-se tempo, mas o investimento valeria a pena.