A questão da xenofobia no Brasil
Enviada em 08/04/2019
O filósofo Platão na sua alegoria das cavernas estabeleceu,por meio de um metáfora,a ideia de que os homens estão acorrentados na escuridão. De maneira análoga,percebe-se que no Brasil a situação ilustrada pelo filósofo é muito presente quando analisamos a xenofobia,prática que se propaga na sociedade devido,sobretudo,a fatores históricos e a negligência governamental.
É necessário destacar,antes de tudo,que a sociedade brasileira ainda está atada nas amarras do preconceito sobre os quais foi erigida.“Chega-se um tempo em que não se diz mais:meu Deus”.Com base no poema do poeta Carlos Drummond de Andrade é evidente que o desenvolvimento do corpo social enfrenta percalços.Apesar de típicos,esses problemas,junto com as desigualdades presentes desde o descobrimento do Brasil,quando os europeus impuseram por meio da força a sua cultura aos índios,tornam parte da nossa população xenofóbica com os estrangeiros.
Além disso,há também a questão da falta de medidas governamentais que acabem efetivamente com os atos xenofóbicos.Segundo o sociólogo Émile Durkheim,a sociedade é semelhante a um “corpo biológico”,sendo formada por partes que interagem entre si.Essa lógica,contudo,é quebrada quando o governo não cumpre a sua função de proteger os mais necessitados.Nesse viés,os imigrantes,abandonados pela autoridades,são alvos constantes de ameaças,humilhações e,não raro,violência física.
É evidente,portanto,que medidas são necessárias para sanar o problema.
Segundo o educador Paulo Freire,a educação muda as pessoas,e essas transformam o mundo.Assim sendo,o Ministério da Educação deve, por meio de uma reforma educacional,instituir nas escolas palestras com intuito de criar nas novas gerações a consciência de que os imigrantes devem ser tratados com respeito.Ademais,cabe ao Poder Legislativo criar leis para proteger os imigrantes e combater os atos xenofóbico e para fornecer emprego,acesso a saúde e moradia a essas pessoas,com a meta de criar uma sociedade mais justa.Assim,iremos quebrar as correntes platonianas.